lettres à papa
[ 2013 ]
Em Lettres à Papa, doze cartas foram escritas em papel sumiê e tinta azul, usando uma caneta tinteiro de valor sentimental.
Como uma nuvem de palavras não ditas, o trabalho assume um tom mais confessional, sugerindo uma esfera de relações complexas e por vezes incompreensíveis.
As palavras, a brancura do papel, as variações dos tons de azul da tinta e as manchas devido a absorção da tinta, formam desenhos que sugerem cartas. Nelas, nada pode ser apagado, pois a tinta se funde irremediavelmente ao papel.
Uma vez começada a carta, ritmo da escrita é veloz, a cada encontro da pena com o papel, uma mancha se forma, impossibilitando uma escolha precisa das palavras, atropelando o pensamento.
No entanto, cada carta foi escrita no dia em que se fez necessária.
